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O prefeito reeleito de Estância, Gilson Andrade, PSD, disse à Coluna Aparte nesta quarta-feira, 26, que vai fazer de um tudo dentro do campo da legalidade para que seu município tenha uma representação na Assembleia Legislativa de Sergipe a partir de 2023 e, sem dúvida, que seja do seu agrupamento político.
“A Assembleia Legislativa de Sergipe terá um candidato aqui de Estância, com a fé em Deus, e nosso município não corre o risco de ficar sem um deputado estadual a partir de 2023. Vai ter um candidato do nosso agrupamento, do meu agrupamento, porque não quero que seja do outro lado. Do lado de lá, o leite já derramou”, disse ele, com uma pitada de fustigação ao ex-amigo e ex-aliado Ivan Leite.
Gilson Andrade, que já fora inclusive esse representante estanciano na Alese, em mandatos obtidos em 2010 e em 2014, afirma que “não está definido ainda quem será” o represente do seu agrupamento político. Mas esta indefinição não é por falta de nomes a serem colocados na competição.
Ele admite que os têm até demais. “Pode ser até a minha filha Gabriela Menezes como pode não ser. Dos nomes em vista, o vice-prefeito André Graça é um deles, e o presidente da Câmara dos Vereadores, Misael Dantas, também. Vejo os dois como bons nomes. São combativos e competitivos e estão, com certeza, preparados para representar Estância no Legislativo Estadual sem sombra de dúvida. Aliás, estão preparadíssimos”, teoriza Gilson. Gabriela Menezes tem 27 anos e está secretária municipal de Juventude e Desporto de Estância.
Neste momento, apesar da indefinição, o que não falta é intenção de comprometimento político do prefeito nessa direção. “Se for de por mim, se for pela minha vontade, pelo trabalho que eu irei fazer e pelo esforço, Estância não ficará sem uma representatividade estadual na Alese em 2023 de jeito nenhum”, reforça Gilson.
Desde que assumiu o segundo mandato de prefeito em janeiro de 2021, Gilson Andrade tem deixando vazar uma certa intenção de disputar o mandato de deputado federal este ano. Para isso, necessitaria desincompatibilizar-se do mandato que exerce. Ele não descarta isso. Mas também não encarta muito bem.
“Sobre Estância ter um assento na Câmara Federal, aí já é um pouco mais complicado do que o projeto de deputado estadual. Complicado porque temos que fazer uma discussão em nível de Estado inteiro para ver se é viável essa possibilidade. Mas também não descarto a probabilidade inicial de disputar o mandato de deputado ainda não. Eu só descarto quando vier a definição a nível da sucessão estadual. Enquanto não houver definição da candidatura de governo, de quem vai para governo e quem vai para o Senado, não podemos decidir sobre isso”, diz Gilson.
Nesta pauta, o prefeito de Estância coloca mais um elemento de peso: a comunidade da própria cidade. Ou seja, o pensamento dela sobre a chance de o seu prefeito deixar ou não o mandato antes do tempo para sair correndo atrás de uma outra eleição.
“Deixar o mandato de prefeito com um ano e quatro meses de gestão não encaro como um prejuízo para a cidade de Estância. Mas isso tem que ser avaliado pela a população. É preciso ouvir o máximo de pessoas, não é? A população hoje é olho no olho e não sei se aprova uma desincompatibilização. Ainda não tenho essa análise. Por isso essa decisão ainda não foi tomada”, diz Gilson Andrade.
Mas convém ressaltar que a possibilidade de Estância obter ou não um mandato de deputado federal em 2023 não depende somente da intenção de uma candidatura de Gilson Andrade. O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Estância Ivan Leite também se coloca como um pré-candidato a este mandato.
Em Estância corre inclusive rumores de que a suposta pré-candidatura de Gilson à Câmara Federal seria um entesamento ao projeto pessoal de Ivan. Vá saber se é!
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